Quando surgiu a onda antipetista, Bolsonaro adotou um discurso de direita porque aquilo tinha apoio popular. Mas governar como direita exige defender responsabilidade fiscal, redução do Estado, reformas estruturais e combate ao fisiologismo. Na prática, ele se aliou ao centrão, ampliou o uso político do orçamento e manteve várias práticas tradicionais da velha política. Além disso, uma direita séria valoriza instituições fortes, previsibilidade econômica e segurança jurídica. Bolsonaro frequentemente criava crises políticas e conflitos institucionais que afastavam foco das reformas. Muitas privatizações prometidas não aconteceram, e o governo terminou muito mais dependente de populismo e polarização do que de transformação liberal real.
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