Negar a cota de fato não muda nada, eu não venho apenas criticar o sistema, eu tenho minha solução, com base em pesquisas e opinião própria, vamos criar um cenário: duas escolas públicas, uma tem mais atenção do governo e infraestrutura, já a outra não. Levando em consideração os critérios de cota, ambos os alunos entrariam na cota de escola pública e competiriam, porém um teve um ensino léguas melhor que o outro, e muito provavelmente vai se sair melhor. Isto é uma situação recorrente em cidades com uma grande diferença social, por exemplo Brasília, que tem áreas nobres, como lago sul e plano piloto, que recebem mais atenção governamental, ao mesmo tempo que temos áreas mais ignoradas e negligenciadas pelo governo, como Ceilândia. A propósito, Brasília foi eleita uma das cidades com as piores escolas públicas. Agora pense comigo, se nós escolhêssemos os alunos com o melhor desempenho de ambas as escolas e manda-los para uma escolha superior a ambas, junto de um financiamento governamental tanto para o futuro desse aluno quanto para o mesmo se vestir dignamente e ter um bom material escolar, aí sim estaríamos conversando com uma ideia do mesmo ponto de partida. Nós de forma alguma estaríamos marginalizando quem não tem um resultado tão bom, ao passo que também investiríamos nas escolas pobres em infraestrutura e educação, e todos teriam a chance de ingressar nessa escola.